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A estrutura geral dos exames nacionais e a IV Revolução Industrial

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foto: IAVE Entramos neste mês no período de realização das provas de avaliação externa dos alunos dos ensinos básico e secundário. Entre outras provas, os exames nacionais que condicionam o acesso ao ensino superior. Entretanto, o IAVE – Instituto de Avaliação Educativa I.P. publicou a estrutura comum a todas essas provas e o respetivo "enquadramento concetual" . Este enquadramento é particularmente significativo, pois não se esgota – o que já não seria pouco – nas provas acima referidas. Antes, constitui-se como um critério ou esquema orientador do que se espera desses níveis de ensino na dimensão cognitiva. É todo um projeto educativo e, assim, na verdade todo um projeto de sociedade, de economia e de organização política que aí se joga. Valerá pois a pena confrontá-lo com os desafios perspetivados para a IV Revolução Industrial que estará em curso. O enquadramento concetual das provas O documento mencionado explicita que, como nos anos anteriores, as questões daquelas próx...

Os açorianos e a "segunda era da máquina" (2)

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Na semana passada recebi uma série de notícias do atentado em Barcelona, enquanto não fazia ideia do que pudesse estar a acontecer ao meu vizinho. É mais um exemplo da nossa participação na “sociedade global” definida por Niklas Luhmann. Participação esta que nos sujeita a uma revolução que se poderá tornar maior do que qualquer outra já experimentada pela humanidade. A cumprir-se provavelmente no tempo de vida das gerações nascidas nas décadas de 80 ou de 90 do século passado, se não já durante a reforma das gerações de 60 ou de 70. Inteligência artificial – do desemprego ao alerta de Hawking Designadamente, a passagem de uma sociedade conforme à produção mediante a operação de ferramentas e máquinas e até a programação destas últimas, para outra sociedade conforme a máquinas capazes de aprendizagem e de autoprogramação – v. “ A ‘segunda era da máquina’... (I) ”, que o leitor tem à distância de alguns toques no seu smartphone (e onde com um só toque pode abrir a obra em que Br...

A “segunda era da máquina” e os açorianos (1)

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Foto A. Barreto, in:  Sorumbático Os jovens que hoje editam digitalmente apresentações de excursões e passeios por esta ilha não se lembram. Mas nós, da geração acima, temos ainda a imagem das estradas regionais, ao cair da tarde, cruzadas por homens a cavalo sobre albardas com uma ou duas bilhas de leite ao lado. Ou em carroças, quando o número das bilhas aumentava para três ou quatro. E por camiões-cisterna que transportavam para as fábricas o leite reunido nos postos espalhados pela ilha. Enquanto um pouco antes, à tarde como de manhãzinha, onde houvesse umas dezenas de vacas havia meia dúzia de trabalhadores a ordenhá-las. Depois vieram as ordenhas mecânicas, os jipes… E os ajuntamentos de trabalhadores passaram para as grandes obras, fossem públicas fossem prédios de apartamentos (além já dos serviços). A produção de leite até aumentara. Mas agora bastava um par de trabalhadores por lavoura comum. Em menos tempo do que dura a vida profissional de um homem, poré...