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A mostrar mensagens de junho, 2026

Ética na IA (3): a inteligência das coisas “inteligentes” e o fazer destas (2)

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Para refletirmos eticamente sobre o que é feito, antes temos de reconhecer isso que se faz. Nestes reconhecimentos, distinguimos a natureza da obra ou o âmbito em que é feita, e o processo pelo qual é feita. Relativamente a algoritmos “inteligentes”, na crónica anterior delimitei o âmbito da sua obra no subconjunto não criativo da racionalidade inferencial, que por sua vez constitui um subconjunto do pensamento geral. Cabe agora explicitar a forma do seu processo, ou seja, conceber a inteligência que estes artefactos implementam. Comecemos pelos desiderata que deverão ser satisfeitos por qualquer conceção de inteligência que possa integrar um modo artificial. Talvez possamos concordar no requisito de que, pelo menos:            i .   A inteligência seja neutra em relação às estruturas que a implementem, sejam estas biológicas, inorgânicas, ou até nem físicas.          ii .    A inteligência em geral, assim, será con...