Da necessidade do enviesamento algorítmico
“Não há almoços grátis”. Esta frase é famosa nos meios económicos, pelo menos entre quem assume o mercado como a estrutura determinante do valor de bens e serviços. Vi na Wikipédia que remonta a estabelecimentos americanos, no séc. XIX, que “ofereciam” comida desde que os clientes comprassem as bebidas (caras). Se não é verdadeiro, é bem encontrado. Mas, além daqueles meios, é uma máxima de vida para todos nós que, radicalmente, concebemos cada coisa não como peça de um jogo combinatório ilimitado – p.e. incluindo a combinação de maior rendimento com menor trabalho, menor investimento e repúdio da tecnologia –, mas como tendo alguma essência que condiciona essas relações ulteriores. Pois este condicionamento essencial resulta frequentemente em contrariedades entre algumas coisas, de modo que umas só são realizáveis pelo preço da negação de outras. Não restringimos, assim, à matemática o Teorema No Free Lunch de D. Wolpert e W. Macready. O qual conclui que, se se considerar o conjunt...