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A mostrar mensagens de 2017

O porquinho mais velho, com urgência!

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  Uma nota particular :  Em  época de discussão dos orçamentos regional  e do Estado,  é  agora que mais se impõe responder à  ameaça  deixada   pel a  rota do  Ophelia .   Ao  facto de 6 dos 10 verões portugueses mais quentes desde 1931 serem deste século  (IPMA) .   E m cuja segunda metade  o  aquecimento  global  médio  poderá colocar  o  pesqueiro  de Ponta Delgada  onde agora é a  avenida  marginal   ( Climate   Central) …   No próximo mês faz dois anos que, na minha série de crónicas  no  Correio dos Açores   sobre ciência, tecnologia e sociedade , publiquei “ Os dois porquinhos mais novos e a COP21 ”. Como não corro o risco de alguém se lembrar dessa crónica  ( até o  Ophelia  subitamente rumar a norte creio que  também  nunca mais me tinha lembrado dela) ,   regress o   aqui  ao ...

A ilusão tecnocrática – infradeterminação, regras e aplicação, tomada de decisão e valores

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“ Ao contrário do que parecem pensar os seus corifeus, a tecnocracia nunca é asséptica ”. A afirmação é de João Bosco Mota Amaral, na crónica “ Ideologia e realidade ” publicada neste jornal a 5 do mês passado. Um texto que, a bem tanto da cultura política quanto da cultura tecnológica nestas ilhas, não deve passar despercebido. As linhas que se seguem tentam ser um pequeno contributo para isto. “Tecnocracia” e alienação… ou má-fé política Literalmente, “tecnocracia” significa a entrega da autoridade ou do poder político não a agentes ideologicamente condicionados, mas sim a técnicos das questões em causa. Os quais se distinguiriam dos “políticos”, de um lado, por conhecerem a melhor forma disponível de as resolver, do outro lado, por serem ideologicamente neutros. Uma denúncia minimalista dessa pretensão será revelar que as questões políticas não se reduzem a questões técnicas, mas não discutindo se, nestas outras, se verifica alguma forma resolutiva indiscutivelmente melhor d...

Os açorianos e a "segunda era da máquina" (2)

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Na semana passada recebi uma série de notícias do atentado em Barcelona, enquanto não fazia ideia do que pudesse estar a acontecer ao meu vizinho. É mais um exemplo da nossa participação na “sociedade global” definida por Niklas Luhmann. Participação esta que nos sujeita a uma revolução que se poderá tornar maior do que qualquer outra já experimentada pela humanidade. A cumprir-se provavelmente no tempo de vida das gerações nascidas nas décadas de 80 ou de 90 do século passado, se não já durante a reforma das gerações de 60 ou de 70. Inteligência artificial – do desemprego ao alerta de Hawking Designadamente, a passagem de uma sociedade conforme à produção mediante a operação de ferramentas e máquinas e até a programação destas últimas, para outra sociedade conforme a máquinas capazes de aprendizagem e de autoprogramação – v. “ A ‘segunda era da máquina’... (I) ”, que o leitor tem à distância de alguns toques no seu smartphone (e onde com um só toque pode abrir a obra em que Br...