Vendo bem as coisas, neste fim da segunda década do séc. XXI fará sentido
assinalar o dia do trabalhador a 1 de maio, e não a 12 de abril. Mas em
qualquer caso, para entrarmos com os olhos abertos na terceira década deste
século, teremos de os voltar para o séc. IV a.C. A revolta ludita Pois, de um lado, assinala-se hoje a grande manifestação de 1886 em Chicago,
reivindicando a redução da jornada de trabalho para 8h. Redução?! Nestes tempos em que se precipitam notícias de máquinas – quer
dizer, de coisas que desenvolvem, ou
que se sucedem a outras que chamávamos “máquinas” – que a cada ano superam as
expetativas do ano anterior sobre as suas próximas capacidades de reunião e
tratamento de informação, de tomada de decisão, e até de geração por essas "máquinas" de
comportamentos adequados com base em dados para cuja interpretação elas não
recebem regras, ou seja, capacidade
de “aprendizagem” nessa adequação, o que se perspetiva é a
extinção de muitos postos de trabalho humano. O…
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)