“Só com o aparecimento de um novo paradigma social,
sólido e que dê confiança, é que começa a desenvolver-se um optimismo realista
que leva as pessoas novamente a tornarem-se produtivas e a investirem, em suma,
a dinamizarem novamente a economia interna.” Mas, “para levar as pessoas a
agirem nestas situações [crises económicas], é necessário um sentimento de
pessimismo generalizado, que leva as pessoas a compreenderem que é necessário
fazer alguma coisa.” Enfim, “os mecanismos de mobilização são os mesmos
que sempre existiram. Por um lado, que os movimentos sociais não sejam vistos
como tendo algum interesse particular, ou interesse de ‘classe’. Por outro
lado, que girem em torno de uma visão comum do que pretendem para o futuro. (…)
É a visão de futuro partilhada em torno de uma causa comum que move as
pessoas.”
Segundo
Miguel Pereira Lopes – na entrevista “Portugueses
entre a revolução e o reformismo?” ao portal Verdade, Ética e Responsabilidade (30/10/2012) – para
ultrapassarmos tã…
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)