Em A Aventura do Pensamento Europeu – Uma História das Ideias Ocidentais,
Jacqueline Russ apontou apenas dois nomes portugueses: Vasco da Gama e Fernão
de Magalhães – e não por ideias que tivessem desenvolvido, mas pelos dados que trouxeram
às teorias de outros. Em particular, as bibliografias
dos cursos superiores portugueses de filosofia esgotam-se em autores
estrangeiros; tanto a Gradiva na sua edição da História Concisa das Matemáticas, quanto a Universidade Aberta no
seu grande volume História da Matemática
(escrita por vários autores portugueses), para mencionarem a contribuição
portuguesa tiveram que a acrescentar em anexos, que nos corpos dos textos não
mereceriam lugar (à excepção de Pedro Nunes no §8.9 dessa última obra); quanto
à física, no índice remissivo do best-seller mundial Breve História do Tempo (1ª ed.) a expressão mais próxima que encontrei
foi “Nuvens de Magalhães”… Em suma, se nomeadamente na
história da globalização as intervenções portuguesas são incontornáveis,…
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)