É sabido que alguns ministros da economia europeus,
entre eles o português, pretendem promover o relançamento da Europa mediante
uma sua reindustrialização. Mas importa saber o que se deva entender hoje por
“indústria”.
A 13 de Janeiro último o jornal Público interrogou algumas pessoas
ligadas ao sector, acreditando o director-geral da COTEC Portugal, Daniel
Bessa, em sintonia geral com os demais entrevistados, “sobretudo no que os alemães
designam de ‘indústrias de engenharia’: indústria, talvez, suportada por doses
maciças de investigação e desenvolvimento, e de engenharia – e em que o valor
vem destes ‘serviços’, muito mais do que da manufactura propriamente dita”.
Todavia Alberto Castro, director do Centro de Estudos de Gestão e
Economia Aplicada da UCP, pergunta sobre o caso português:
“Temos
insuficiências. Baixas qualificações, ligações precárias entre a investigação e
a aplicação, não sabemos desenhar os sistemas de incentivos. (…) Será um
problema de cultura?”
Julgo que sim …
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)