Avaliemos, logicamente, o
discurso ideológico português ao longo das últimas três décadas. Nomeadamente
aplicando a regra referida no título. A qual, uma vez que saibamos que uma
proposição (chamemos-lhe P) implica
uma outra (Q) – em linguagem lógica:
se P então Q – e que essa última é falsa (não-Q),
nos permite deduzir que também a primeira proposição será falsa (não-P). 1.1.O §14 da Declaração de Princípios da Internacional Socialista estabelece
que os membros desta associação ideológica se comprometem a garantir “a igualdade
de direitos e oportunidades”. Na linguagem rigorosa do cálculo de predicados,
dir-se-á (simplificadamente) que qualquer coisa que seja um país, se for
social-democrata (P), então tende a
ser igualitário (Q). Pois bem, os
gráficos 37.2 e 37.3 de A. Mateus (coord.), 25
Anos de Portugal Europeu (disponível em PDF), revelam que persistimos como
um dos países mais desiguais (não-Q)
dos 27 países da UE. Logo, entre estes nossos pares, Portugal tem-se mantido
como não …
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)