Em tempo de “pós-verdade”, de “factos alternativos”,
todas as “narrativas” se equivalem. Assim por exemplo, de um lado, temos o papa Calisto
III a decretar, em 1456, que a oração Pai-nosso
incluísse a expressão: “livrai-nos, Senhor, do mal, do turco e do cometa”. E, à
cautela, excomungou este último como instrumento do diabo. Numa narrativa que assume o pressuposto – de origem
pagã! – de uma causalidade dos astros sobre as disposições humanas. E que
estabelece ingenuamente (i.e. sem fundamentação crítica) relações entre
fenómenos por uma sua mera contiguidade, como, temporalmente, a simultaneidade entre
o cerco de Maomé II a Belgrado após conquistar Constantinopla e uma bolinha
brilhante deixando atrás de si um risco luminoso no céu.
Um exemplo, em S. Miguel, contra a "pós-verdade"!
De outro lado, na passagem do séc. XVII para o séc. XVIII, temos Edmond Halley a atender antes ao registo rigoroso, desde 467 a.C., da repetição a cada 75 anos de um fenómeno celeste em tudo semelhan…
Um exemplo, em S. Miguel, contra a "pós-verdade"!
De outro lado, na passagem do séc. XVII para o séc. XVIII, temos Edmond Halley a atender antes ao registo rigoroso, desde 467 a.C., da repetição a cada 75 anos de um fenómeno celeste em tudo semelhan…