Foi na
sacristia de uma igreja que fui confrontado com essa questão, e a aparente desapropriação
do local creio que ainda me a tornou mais enigmática: há anos – demasiados,
considerando que quase nada avancei nela desde que me foi colocada! – passei
pela Igreja do Campo Grande, em Lisboa (onde vivia na altura), para me encontrar
com o Pe. João Resina Rodrigues, ilustre professor de física do Instituto
Superior Técnico e doutorado em filosofia. Ele iria emprestar-me um livro que
acabara de receber sobre o espaço e o tempo. E ao entregar-mo, no sossego da
sua sacristia, com um leve sorriso me pareceu que entre divertido pela confusão
que deveria provocar, e a inspeção da perceção do alcance das suas palavras,
perguntou: como é possível que os nossos cálculos matemáticos se apliquem à Natureza?
Enigma na sacristia...
Esta questão é provavelmente a mais crucial, mas também a mais intratável, de entre todas as que se colocam às ciências modernas. Condicionando desde algumas metodologias cien…
Enigma na sacristia...
Esta questão é provavelmente a mais crucial, mas também a mais intratável, de entre todas as que se colocam às ciências modernas. Condicionando desde algumas metodologias cien…