Também poderíamos tomar o recente prémio Nobel que
distinguiu o isolamento de um estado da Natureza que… não é natural (o plasma),
e as expetativas computacionais (quânticas) que isso faculta. Ou até outro
destes últimos Nobel que promete avanços nos combates ao cancro, alzheimer… na
base de estudos apenas sobre fungos (leveduras). Mas, para reentreabrirmos a
janela sobre caraterísticas das ciências modernas que entreabrimos aqui em
junho passado na efeméride secular de um artigo de Einstein, tomemos apenas o
prémio Nobel de química 2016. Para o que aos leigos como eu convém começar por
recordar o 3º ciclo do ensino básico: chama-se “molécula” ao elemento mais
pequeno da matéria que ainda apresente as propriedades que distinguem cada
substância (água, hélio…). Em regra esta identidade qualitativa, ou os
comportamentos próprios da substância, depende, de um lado, dos tipos de átomos
que compõem a molécula (chama-se “átomo” à unidade mais pequena que se encontra
espontaneamente na Nature…
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)