Sobre a questão de termos ou não liberdade individual
de escolha, e em época de pôr as leituras em dia,
escrevi aqui no fim do mês
passado que “nenhuma obra merecerá mais essa
atenção do que a
Ilíada”. Sem desmentir o
extraordinário mérito desta obra, retiro porém essa afirmação para me referir
hoje ao único livro que julgo acima daquele: a
Bíblia. Tal como nessa crónica anterior, deixando em paralelo
uma sugestão de leitura científica em vista àquela questão do livre-arbítrio. Como
se dirá nos termos de Robert Laughlin, das leituras deste eminente físico e de
algumas passagens bíblicas poderá “emergir” um agosto notável… desde que intercaladas
com uns mergulhos no mar!
A liberdade do caminho de
Damasco Começo pelo tipo de frase que Paulo de Tarso ouviu no
caminho de Damasco (
Actos, 9, 3-5). Após
sofrer uma alteração do estado de consciência, que lhe suspendeu os sentidos
externos (visão, audição comum…), internamente viu antes uma luz e escutou uma
voz que lhe perguntou: “Paulo, porque me…