Celebramos esta semana a liberdade política em
Portugal. Ainda que eu me encontre entre os que julgam que a estabilização
dessa liberdade se celebra a 25 de novembro, reconheço naturalmente que este
processo – cumprido naquele dia de 1975 – começou na madrugada de 24 para 25 de
abril de 1974, quando uma coluna de cavalaria, comandada pelo capitão Salgueiro
Maia, partiu de Santarém rumo ao Terreiro do Paço.
Enquanto não me perguntam, sei que somos livres, mas quando me perguntam...
Reconheço-o… enquanto me furto ao conhecimento de tipo científico. Que no seio deste as coisas complicam-se. Designadamente, é plausível que nenhum de nós seja livre – por exemplo, logo na (suposta!) decisão de mover ou não o indicador sobre o gatilho de uma G3. Ora, se nem neste simplicíssimo movimento formos livres, como o seremos em comportamentos mais complexos? Tomemos um dos casos científicos que mais tem sido invocado a favor do determinismo da vontade humana: experiências do tipo das que David Libet apr…
Enquanto não me perguntam, sei que somos livres, mas quando me perguntam...
Reconheço-o… enquanto me furto ao conhecimento de tipo científico. Que no seio deste as coisas complicam-se. Designadamente, é plausível que nenhum de nós seja livre – por exemplo, logo na (suposta!) decisão de mover ou não o indicador sobre o gatilho de uma G3. Ora, se nem neste simplicíssimo movimento formos livres, como o seremos em comportamentos mais complexos? Tomemos um dos casos científicos que mais tem sido invocado a favor do determinismo da vontade humana: experiências do tipo das que David Libet apr…