Particularmente neste período em que se discute se as
receitas assumidas no Orçamento do Estado são ou não prováveis, e se a opção da
atual maioria parlamentar por uma política económica pelo lado da procura
(aumento de salários…) é ou não prometedora no contexto económico português, a
pergunta acima não é de todo um fait
divers, ou uma especulação gratuita. Ao contrário, é absolutamente
determinante, e urgente. Pois ao conhecimento de tipo científico é reconhecida
uma muito maior fiabilidade do que ao senso comum, particularmente em questões
complexas. O que nos convida a confiar nos economistas “cientistas”… se os há.
Caso contrário, maior crédito merecerão uns economistas, digamos, “engenheiros”,
“artesãos”… A questão coloca-se em especial desde o fim do séc.
XVIII, quando Adam Smith e os consequentes economistas clássicos pretenderam
equacionar os fenómenos económicos à imagem do que Galileu, Kepler, Newton… tinham
já feito, com extraordinário sucesso, aos fenómenos físicos.
Uma econ…
Uma econ…