As verbas do novo Quadro Comunitário de Apoio, e do
programa do BCE para compra de dívida aos bancos europeus, estão supostamente
destinadas à produção de bens e de serviços transacionáveis, e em particular a uma
reindustrialização de Portugal e da Europa. Urge porém esclarecer se bastam a
promulgação de regulamentos e a disponibilidade financeira, mais a capacidade
tecnológica igualmente disponível, para que tais processos industriais e
produtivos se cumpram. Ou se, ao contrário, para este cumprimento teremos de
cuidar ainda de outras condições. E neste caso, quais. A primeira dessas teses – que aqui discuti há perto de um ano – é a
“de um determinismo tecnológico – a
tecnologia seria a variável independente de uma função de alterações sociais”.
A segunda convoca o que Wiebe Bijker (Of Bicycles,
Bakelites, and Bulbs: Toward a Theory of Sociotechnical Change) chamou
“conjuntos sociotecnológicos”. A favor dos quais julgo colocar-se o caso da modernizaçãodos laticínios açorianos, em part…
"Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / De pó e tempo e sonho e agonias?" - Ou será a peça aquele deus? Se não o for o jogador... (em diálogo com J.L. Borges, Xadrez)