A talho de foice das declarações de Sir Tim Hunt no
mês passado – sobre um desejável apartheid de género nos laboratórios,
para se corrigir a “dirupção científica” causada pelas paixões entre homens e
mulheres, mais os choros delas, diz ele, quando ouvem críticas – julgo vir a
lapidar frase de Abel Salazar: “o médico que só sabe medicina nem medicina
sabe”. Uma vez porém que o Nobel e o grau de Cavaleiro lhe
foram atribuídos não por uma sua inovação no tratamento de algumas doenças, mas
pelos resultados da sua investigação no âmbito da fisiologia, deveremos ajustar
o juízo numa paráfrase. Como talvez esta: o investigador que do processo só
sabe os resultados nem os resultados sabe.
Em defesa de Sir Tim
Confesso que sinto por Sir Tim a simpatia por quem rompe com a ditadura do social e culturalmente correto. Mas a tentativa (!) de objetividade obriga-me a nem por isso deixar de julgar que errou. Por defeito, não por excesso. E no sentido da resposta a dar ao problema, não no reconheciment…
Em defesa de Sir Tim
Confesso que sinto por Sir Tim a simpatia por quem rompe com a ditadura do social e culturalmente correto. Mas a tentativa (!) de objetividade obriga-me a nem por isso deixar de julgar que errou. Por defeito, não por excesso. E no sentido da resposta a dar ao problema, não no reconheciment…