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A condição económica portuguesa e a dívida externa (nem tanto a pública)

Aliás, podemos fazer um exercício útil para perceber melhor a raiz dos problemas. Primeiro, calcular o défice médio que vigorou de 2000 a 2007. De seguida, compará-lo com a performance económica registada no período subsequente (e que, neste caso, é dada pela diferença entre a taxa média de crescimento do PIB entre 2008 e 2014 e a taxa média de crescimento do PIB entre 2001 e 2007).
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Não há grande relação entre as duas. Mas e se trocarmos o défice público pelo défice externo?
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Bom, já estamos a chegar a algum lado. Deixem-me saltar os detalhes e avançar directamente para a explicação canónica desta imagem: ela representa uma crise típica de balança de pagamentos. O problema não foi o endividamento do Estado, mas o endividamento de toda a economia. Depois de vários anos a conceder empréstimos a custo quase nulo, os mercados abriram os olhos, apertaram as condições de crédito e forçaram um enorme credit crunch.
in: Pedro Romano, "Dívida pública e dívida externa e o artigo de Vítor Bento", Desvio Colossal, 26/02/2015 (visto em 11/04/2017)

Precisamente o primeiro indicador sócio-económico tido em conta - então sem fundamentação teórica dessa prioridade! - em Condições do Atraso do Povo Português nos Últimos Dois Séculos (2012, p. 23 - aqui apenas para a década que precedeu o colapso em cuja ressaca esse ensaio foi escrito e publicado):

Comentários

  1. Cf. "Portugal spent too much over the last several years, building its debt up to 78 percent of G.D.P. at the end of 2009 (compared with Greece’s 114 percent of G.D.P. and Argentina’s 62 percent of G.D.P. at default). The debt has been largely financed by foreigners, and as with Greece, the country has not paid interest outright, but instead refinances its interest payments each year by issuing new debt."

    P. Boone, S. Johnson, "The next global problem: Portugal", Economix, 15/04/2010 - https://economix.blogs.nytimes.com/2010/04/15/the-next-global-problem-portugal/?_r=0.

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