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"A democracia e a nação" portuguesa - em 2017 a lição de 1933

Então literalmente em paralelo (!) ao movimento salazarista, eis uma quase centenária argumentação a favor da democracia liberal.


Explicitando o sentido dessa democracia, e apontando momentos da história portuguesa que possam ser assumidos como recursos para o exercício e preservação daquele regime... Num ano em que, sabemo-lo hoje, o movimento paralelo seria já imparável.
Nesse 2 de janeiro já não importou que a conferência fosse aplaudida por 200 pessoas para as quais faltaram cadeiras, diz outro jornal, bem como que nos dias a seguir ela fosse comentada pela cidade, que dentro e fora do arquipélago diversos jornais a referissem... Em 1933 o rumo estava traçado. Em Portugal e na Europa.
Em 2017, um rumo equivalente ficará traçado se os populismos vingarem. Pois, dada a normal frustração a médio prazo das promessas populistas, quem as promove só mantém o poder se evoluir para regimes autoritários.
É pois logo no ovo populista que a serpente autoritária deve ser enfrentada. Esclarecendo o sentido e o valor da democracia liberal, invocando os recursos relevantes - por sinal, em Condições do Atraso do Povo Português nos Últimos Dois Séculos discordei da interpretação que FLT aqui propôs da cultura política tradicional portuguesa (como tendencialmente liberal) - para assumirmos socialmente posições críticas, racionais e informadas.
Afinal, como disse Edmund Burke, "Para que o mal triunfe basta que os homens bons fiquem de braços cruzados".



Sobre o pensamento político de F.L. Tavares e alguns seus dados biográficos, v. "Francisco Luís Tavares revisited - Do liberalismo nos Açores durante a I República e outras notas", Atlântida, I.A.C., vol. 55 (2010), pp. 169-196 (e sobre os seus antecedentes e juventude cf. a ficção histórica Rufina)

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