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Chover no molhado é bom para tempos de vacas gordas... mas agora urgem efetivos "agulheiros"


"Novas conferências do Casino", no Instituto Cultural de Ponta Delgada, 12/09/2013. Em pé e à esquerda, a introduzir previamente a comunicação, João Paulo Constância; sentados de costas, à esquerda, o presidente do ICPD, Henrique A. Rodrigues; à direita, João Bosco Mota Amaral

Faz hoje 1 ano que, na esteira de um livro ignorado desde 2012, meia dúzia de nós i) considerámos uma longa série económica portuguesa e outros indicadores para reconhecermos um crónico problema nacional; que ii) o equacionámos em conformidade à grande probabilidade de ter uma raiz subjacente às instituições e opções político-económicas; e que iii) balizámos a estratégia de implementação da sua resolução.
É natural que ao longo destes últimos anos, em outras salas igualmente ignoradas ao longo do país, outras meias dúzias de pessoas tenham reconhecido, equacionado, e projetado - quando não mesmo encetado - uma resolução do nosso problema coletivo.
Entretanto, a inteligentsia que na capital tem os meios para se fazer ouvir no país, ainda há 1 mês tomava como suficiente o passo (i)... Enquanto os indicadores abaixo parecem querer melhorar, é menos mau que assim se reconheça e alerte as pessoas para um nosso problema crónico, que limitará ou condicionará quaisquer pequenas recuperações pontuais.
Mas, se os "agulheiros" do comboio que somos se deixarem ficar sem avançarem para os passos (ii) e (iii) e daí para a efetiva resolução, será bem possível que, de hoje a 1 ano, se verifiquem as condições que prolongarão (pelo menos) por mais umas décadas o atraso do povo português.
Certificando-se então o óbito da oportunidade de evolução cultural que a presente crise terá aberto.


A relação défice orçamental / PIB está a melhorar claramente desde 2012, embora sempre longe do que nos comprometemos com a UE; a percentagem de inscritos nos Centros de Emprego é hoje até melhor do que a prevista pela OCDE (mais postos de trabalho... ou mais emigração e mais desistência de inscrição nos C.E.?); a relação dívida pública / PIB deverá ainda piorar em 2015 (espera-se que os 2 indicadores anteriores permitam a sua inversão desde aí).

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